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CASA AGRÍCOLA MEXIA CASTELO BRANCO

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A MAIS ANTIGA EXPLORAÇÃO LIMOUSINE DE PORTUGAL

O INÍCIO DA NOSSA HISTÓRIA

O grande impulsionador da Casa Agrícola foi o Engenheiro João Garcia Nunes Mexia.

Licenciado em agronomia pelo Instituto Superior Agrícola, foi Diretor da Associação Central da Agricultura Portuguesa nas décadas de 1930 e 1940, Presidente da Sociedade de Ciências Agronómicas em 1942, e Presidente da Junta Nacional dos Produtos Pecuários entre 1939 e 1945.

Foi um dos primeiros silvicultores a fazer uma tese de licenciatura sobre o tema do montado em 1934, e foi Delegado de Portugal à Conferência Internacional da Cortiça.

 

INTRODUÇÃO DA RAÇA LIMOUSINE EM PORTUGAL

A história da Raça Limousine, em território nacional, inicia-se com a Casa Agrícola Praça Mexia (atual Casa Agrícola Mexia Castelo Branco) em 1953 quando o Eng. João Garcia Nunes Mexia – juntamente com o seu amigo Raúl Mineiro – importaram de França o primeiro núcleo de animais da raça Limousine que se conhece em Portugal, constituindo também uma das primeiras exportações francesas de animais desta raça.

Uma das principais motivações destes criadores foi garantir a produção de reprodutores para serem utilizados em cruzamento industrial nas suas próprias vacadas.

O núcleo da Casa Praça Mexia era, na altura, constituído por dez vacas e um touro, que estavam na Herdade das Terras da Ribeira, em Benavente. Os animais excedentários, eram vendidos anualmente, tendo como principais compradores os criadores do sul do País e, em especial, do Algarve, onde a raça Limousine acabou por se sobrepor à maioria das raças locais.

Desde o seu início, em 1953, a nossa vacada Limousine é conduzida em linha pura, sendo os touros regularmente substituídos por touros importados.

ANOS 80: UMA NOVA ERA

Devido a uma reorganização da casa Agrícola, a vacada Limousine acabou por ser transferida, no ano de 1980, para a Herdade das Carias, em Arraiolos – onde se mantém até hoje.

Em 1985, o Eng. António Castelo Branco, genro do Eng. João Garcia Nunes Mexia, assumiu a administração da Casa Agrícola. Com um percurso profissional ligado ao sector bancário e sendo Engenheiro Agrónomo, assumiu uma posição muito pragmática ao nível da gestão, decidiu manter e melhorar a vacada Limousine, em linha pura, uma vez que a venda de reprodutores Limousine era a atividade financeiramente mais interessante.

A Casa Agrícola foi responsável pelo movimento de criadores que deu origem à constituição da associação da raça Limousine em 1989, pelo que o Eng. Castelo Branco se tornou num dos fundadores da ACL – Associação Portuguesa de Criadores de Bovinos da Raça Limousine – acabando por fazer parte dos primeiros órgãos diretivos, como Presidente da Assembleia Geral.

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OS DIAS DE HOJE

A qualidade do nosso gado é uma conjugação entre a genética de origem, com a combinação do maneio a que o animal é submetido com o tratamento do criador. Para este sucesso contribuíram, em muito, os nossos colaboradores de longa data, com especial destaque para Joaquim Bexiga e Guilhermino Pinto, atual coordenador do gado da Casa Agrícola Mexia Castelo Branco.

Atualmente, o núcleo limousine na Herdade das Carias conta com cerca de 140 vacas aleitantes em linha pura, num modo de produção extensivo e apostando num maneio que aproveita as condições naturais, e excelentes pastagens, da Herdade. Anualmente, são vendidos entre 40 a 50 novilhos para reprodução, criados a campo permitindo uma enorme capacidade de adaptação ao ambiente que irão encontrar nas suas novas explorações. Estes novilhos são um elemento chave para o melhoramento das vacadas da região.

Ainda nos anos 80, a Casa Agrícola passou a ser conhecida por Mexia Castelo Branco, nome que mantem até aos dias de hoje. Atualmente a Casa Agrícola é gerida pela 3ª geração da família dando continuidade aos valores do legado que receberam.

 

 

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